Sobre momentos e interpretações

Eu gosto de música em geral. E gosto em especial das músicas que têm boa letra, uma letra bem feita. Não necessariamente com um refrão que fique fixado na minha cabeça, embora saibamos que refrões e estribilhos são fundamentais em alguns casos. Imagine um hino sem um bom estribilho. Complicado.

Mas tergiverso. O que eu quero dizer é que eu aprecio músicas com conteúdo. Tanto musical quanto poético. Músicas que me façam viajar no ritmo ou que me façam pensar na letra. E, em se tratando de letra, tem músicas que me fazem pensar muito, eu que gosto tanto de usar a parca quantidade de massa cinzenta que tenho dentro disso que chamamos de cabeça.

E tem músicas, e essas são as melhores de todas, que eu interpreto cada vez de um jeito, dependendo do momento. Um “Deixa a vida me levar, vida leva eu” pode ser visto com umas 87 óticas diferentes, dependendo do que o ouvinte da ocasião está vivendo.

Afinal, se um mesmo homem não se banha duas vezes no mesmo rio, um mesmo homem não ouve duas vezes a mesma música. Porque o homem terá mudado, e a música terá mudado para esse novo homem. E assim sucessivamente, até o fim dos tempos. Ou até o próximo estribilho.

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One thought on “Sobre momentos e interpretações

  1. Nessa eu estou contigo, com o Heráclito, com o Lulu Santos e com quem mais afirmar que tudo muda o tempo todo no mundo. É mágico saber que tu vai morrer de velho descobrindo que sempre tem mais um jeito de interpretar algo que parecia não ter mais interpretações possíveis.

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